A história do Sindicato dos Eletricitários do Norte e Noroeste Fluminense – STIEENNF, tem início dez anos antes de sua fundação, quando os funcionários da empresa Comissão Central de Macabu - CCM, fundaram a sua Associação de Trabalhadores em 1946.

A necessidade de maior organização deu a esses eletricitários o impulso necessário para fundar o sindicato, o que aconteceu em 18 de dezembro de 1956, quando elegeram sua primeira diretoria.

A partir de então, os eletricitários encamparam grandes lutas e mostraram grande poder de mobilização, quando, durante um bom tempo, abriram mão de parte de seus salários, na década de 60 (sessenta), para comprar o antigo prédio onde até hoje funciona a sede da entidade. Com muito esforço e compreensão dos trabalhadores, a sede foi quitada em pouco tempo.
O período da ditadura militar, conhecido como os “anos de chumbo”, foi uma época negra para a entidade, bem como para todos os sindicatos do País. Mesmo assim, os trabalhos de assistência aos trabalhadores sempre foi mantido pela entidade.
Com a abertura política em meados dos anos 80 (oitenta), os sindicatos começaram a ganhar mais espaço para se manifestar e voltaram a se organizar, movimento sentido principalmente entre os trabalhadores de São Paulo.

A privatização da CERJ em novembro de 1996 deu início a um período de maiores dificuldades para os eletricitários, com muitos dos companheiros enfrentando sérios problemas, como perseguições em seus respectivos ambientes de trabalho. As demissões ocorridas na época causaram grande desconforto no seio da categoria.
No entanto, a direção do STIEENNF nunca se curvou diante das dificuldades e manteve o seu papel estando sempre à frente dos interesses do trabalhador, lutando sempre para ver o direito do eletricitário respeitado.
Um bom exemplo do empenho e resultados positivos obtidos pela entidade pode ser observado no Departamento Jurídico. Considerando todas as ações dos últimos 15 (quinze) anos defendendo as causas dos trabalhadores, incluindo as varas estadual e federal, o êxito obtido nos mais variados tipos de ações (Inventário, Indenização, etc.), foi superior a 80% (oitenta por cento), o que é considerado muito bom. E em relação às ações da área cível federal contra o INSS, por exemplo, o índice de êxito é para 100% (cem por cento).

Atualmente, além dos empregados da Ampla Energia e Serviços S.A. e Furnas Centrais Elétricas, nosso sindicato também representa os trabalhadores das Usinas Termelétricas: Termomacaé e Norte Fluminense, e em breve, os que estarão trabalhando na Usina Eólica de Gargaú, que se encontra em construção no presente momento.
O Sindicato segue firme na busca de alternativas de receita, como foi feito ao construir a academia e seu parque aquático. Os novos tempos exigem cada vez mais criatividade.

Por tudo isto, consideramos que é importante a mobilização do trabalhador para manter seu sindicato cada vez mais forte.